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Indicadores ecotoxicológicos para águas de consumo humano

Regina Teresa Rosim Monteiro
Profa. Dra. MSIII do Centro de Energia Nuclear na Agricultura/Universidade de São Paulo

Cassiana Maria Reganhan Coneglian
Profa. Dra. Faculdade de Tecnologia UNICAMP, Limeira, SP

Sonia C.N. Queiroz
Dra. Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna, SP

Tâmara Guindo Messias
Bióloga - Doutoranda, CENA/USP, Piracicaba, SP Gabriela Helena da Silva; Bióloga - Mestranda, CENA/USP, Piracicaba, SP

XVI Exposição de Experiências Municipais em Saneamento, 10 a 15 de junho de 2012 - Maringá - PR

RESUMO
Testes de toxicidade utilizando organismos vivos, são de alta vantagem em termos de custo e benefício. Mostram com rapidez a qualidade das amostras testadas quanto a toxicidade. Utiliza-se organismos padronizados, de vários níveis tróficos, os quais respondem de maneira diversa aos diversos componentes das amostras ambientais. A qualidade de águas tratadas por ETAs das cidades de Limeira e Piracicaba, SP, foram avaliadas quanto a toxicidade para o microcrustáceo Daphnia magna, celenterado Hydra attenuata, alga Pseudokirchneriella subcapitata e a bactéria Vibrio fischeri . As Daphnias e as algas mostraram se altamente sensíveis a cloração,  as Hydras e Vibrio mostraram-se resistentes sendo possível ser realizados testes com águas tratadas e cloradas. O tiossulfato de sódio foi utilizado para precipitar o cloro das amostras cloradas, entretanto precipitou também outras substâncias, diminuindo a toxicidade das águas brutas, sem cloro. Análises de resíduos mostrou a presença de herbicidas e trihalometanos nas amostras de  água tratada do rio Corumbataí. O crescimento da alga P.subcapitata foi inibido em concentrações de atrazina de 7 a 10 µg L-1, mas não de 3 a 3,7 µg L-1 . Os testes toxicológicos são importantes ferramentas para indicar presença de compostos tóxicos em amostras de água e podem mostrar a qualidade das águas tratadas. 

Palavras-chave: trihalometanos, resíduos de herbicidas, Daphnia, Hydra, algas, Vibrio fischeri

 

 

Desenvolvimento: Centro de Análise e Planejamento Ambiental- CEAPLA/IGCE/UNESP

Apoio: FAPESPFundação de Amparo à Pesquisa