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ROCHAS METAMÓRFICAS

migmatito



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 rombul3a.gif (120 bytes) estruturas rombul3a.gif (120 bytes) | rombul3a.gif (120 bytes) texturas rombul3a.gif (120 bytes) | rombul3a.gif (120 bytes) nomenclatura rombul3a.gif (120 bytes)

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CONCEITOS

Os principais fatores que levam uma rocha pré-existente ao metamorfismo são: pressões litostática e dirigida,  temperatura, ação dos fluidos e tempo.

  A pressão litostática está relacionada com o metamorfismo regional. Age nos locais de formação de cadeias de montanhas e áreas de evolução de geossinclinais (Figura ao lado). A ação da pressão dirigida diminui a granulação de uma rocha fragmentando seus cristais, imprimindo também à rocha uma estrutura planar. Um aumento da temperatura leva a um desenvolvimento de granulação maior, denominado processo de recristalização. Sob estes aspectos distinguem-se dois grupos principais de rochas metamórficas, geradas pelo metamorfismo regional:


fonte Tasa graphic art.

 rombul3a.gif (120 bytes) Rochas nas quais  a deformação predomina sobre a recristalização. São rochas de granulação muito fina a fina e de estrutura planar intensa. Ex: ardósias e os filitos.

 rombul3a.gif (120 bytes) Rochas nas quais a recristalização predomina sobre a deformação. São rochas de granulação média a grosseira e com estrutura planar desenvolvida ou mais irregular.Ex: xistos , gnaisses e granulitos.

  A temperatura oscila entre 200ºC e 800ºC. A principal fonte de calor é o manto e o núcleo do planeta Terra. O mecanismo mais importante para transferência de calor do seu interior para a superfície é promovido pelo sistema motor da tectônica global, com o qual grande volume de material mantélico de alta temperatura é trazido à superfície junto às cadeias meso-oceânicas.
As oscilações térmicas existentes na crosta do planeta Terra devem-se ao fluxo de calor, que varia nos distintos ambientes tectônicos, sendo maior na crosta continental quando comparado as crostas oceânicas mais antigas.
No geral, a temperatura sempre aumenta com a profundidade (grau geotérmico), que varia dependendo das fontes de calor e  mecanismos de transferência para superfície. Por exemplo, nas áreas de cadeias de montanhas jovens, o gradiente geotérmico mais elevado é devido à rápida exumação dessas regiões, expondo rochas mais quentes à superfície antes que o seu calor possa se dissipar em profundidade.

  A fase fluida predominate é a água, cuja existência pode ser constatada pela presença de minerais hidratados (micas, anfibólios, cloritas) e/ou carbonatos, na maioria das rochas metamórficas.
A pressão de fluidos é a pressão exercida pelos fluidos intersticiais nos minerais e pode equiparar-se à pressão litostática, sendo inferior ou superior à mesma. Se a pressão de fluidos superar a resistência da rocha, ocorrerá fraturamento e perda de fluídos através das fraturas.
É um importante processo para a formação de depósitos minerais onde os minérios se concentram em veios.

  O tempo também é considerado um fator importante para o metamorfismo. Em muitos casos, reações metamórficas se processam de maneira relativamente lenta em resposta às mudanças nas condições físicas, formando-se associações minerais e texturas "mistas", que registram toda a série de mudanças que a rocha sofreu adaptando-se continuamente às novas condições.

expbul1a.gif (699 bytes)   Quanto às mudanças químicas e temperaturas, temos :

rombul3a.gif (120 bytes) metassomatismo : A temperatura pode ter papel mais ou menos ativo. É dividido em dois tipos: um ligado a soluções hidrotermais e pneumatolíticas que emanam de intrusões durante o metamorfismo de contato e originam frequentemente valiosas jazidas. O outro, frequentemente de âmbito regional, provocado pela migração de frentes iônicas ricas em potássio e sódio. Estas frentes iônicas atuam sobre as rochas pré-existentes, modificando sua composição que tende a tornar-se granítica, denominado granitização ou feldspatização atuando pricipalmente no campo Unterbau.

rombul3a.gif (120 bytes) aloquímico: mudança química sofrida durante o metamorfismo.

rombul3a.gif (120 bytes) isoquímico: transformações metamórficas sem mudança na composição química.

expbul1a.gif (699 bytes) O grau metamórfico refere-se à intensidade do metamorfismo: alto grau implica condições energéticas, de altas temperaturas, enquanto baixo grau define condições brandas, de temperaturas mais baixas. Entre estes dois extremos encontra-se o metamorfismo de médio grau.

 expbul1a.gif (699 bytes) Os minerais índices definem as etapas seqüênciais do processo metamórfico. A linha definida pelos locais do primeiro aparecimento de cada um deles no terreno é chamada de isógrada, que separa faixas de disposição mais ou menos paralelas, as zonas metamórficas, estas, recebendo o nome do mineral da isógrada anterior.

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©Fábio Braz Machado