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| andesito | anortosito | basalto | carbonatito | charnockito | dacito | diabásio | diorito | dunito | fonólito | gabro | granito | granodiorito | hornblenda gabro | jacupiranguito | kimberlito | lamprófiro | latito | monzonito | norito | obsidiana | olivina gabro | pegmatito | peridotito | piroxenito | piroxenito granito | quartzo diorito | quartzo monzonito | quartzo sienito | riolito | sienito | tonalito | traquito | websterito |
As rochas ígneas ou magmáticas são geradas no interior da Terra, no manto ou crosta terrestre e podem, de maneira geral, ser classificadas sob dois critérios: texturais e mineralógicos.
O primeiro deles é especialmente útil na identificação do ambiente onde a rocha se cristalizou. Assim, as lavas de um vulcão solidificam-se rapidamente na superfície terrestre e, portanto, desenvolvem texturas onde há presença freqüente de vidro e proporção variada de cristais (de holo a hipovítrea), ou então revelam o movimento das lavas na superfície (textura fluidal, pilotaxítica). Estas texturas são então características de rochas que se solidificaram a partir de um magma quente que extravasou na superfície, constituindo um grupo de rochas denominadas efusivas ou vulcânicas. Por outro lado, as rochas que se cristalizam em profundidade perdem calor de forma muito lenta e desenvolvem cristais bem formados, normalmente de grandes dimensões (rochas holocristalinas) e são chamadas de rochas plutônicas. Além disso, existem rochas que foram geradas em profundidade e se cristalizaram em ambientes mais rasos sem, entretanto, extravasar na superfície
terrestre. São chamadas de hipoabissais, e mostram texturas intermediárias em relação à plutônicas e efusivas
(porfiríticas, intergranulares, etc).
A classificação baseada na mineralogia da rocha é fundamentada na proporção entre seus minerais principais, que podem ser agrupados em dois tipos: félsicos (minerais claros e leves: quartzo, feldspato potássico, plagioclásio, feldspatódides, etc) e máficos (minerais escuros e densos: micas, anfibólios, piroxênios, minerais opacos e acessórios como epidoto, alanita, granada, carbonatos primários, etc).
Desta forma, são utilizados diagramas classificatórios,
sendo o Q-A-P-F usado para rochas com menos de 90% de minerais máficos.
Estrutura Magmática: Correspondem
às feições globais ostentadas pelas rochas sem levar em consideração a
natureza de seus consitituíntes mineralógicos. As
estruturas refletem as condições nas quais ocorreu a consolidação de magmas e lavas.
Nas rochas efusivas, as estruturas refletem as principais características da
consolidação das lavas, dadas por um rápido resfriamento, escape de gases e
movimentação.
Nas rochas plutônicas, dado que a consolidação dos magmas ocorre à profundidades
relativamente grandes, a preservação das estruturas é restrita, via de regra, às
partes marginais da intrusão, onde o resfriamento é mais rápido e os movimentos
diferenciais em relação às rochas encaixantes mais intensos.
As principais estruturas estão ligadas ao resfriamento, à movimentação do magma e às
variações locais nas condições de cristalização, sendo:
Texturas Magmáticas: São
as feições de uma rocha determinadas pela análise global das principais
características de seus minerais constituintes ( formas, dimensões, estrutura interna, etc.),
bem
como das relações que estes guardam entre si.
Grau de cristalinidade
Define-se como grau de cristalinidade a proporção entre o material cristalino e
vítreo de uma rocha. De acordo com estes critérios as rochas são classificadas em:
| Holocristalina | Rochas constituídas só de material cristalino; |
| Hipocristalina | Rochas constituídas predominantemente de material cristalino; |
| Hipovítrea | Rochas constituídas predominantemente de material vítreo; |
| Holovítrea | Rochas constituídas só de material vítreo. |
Grau de visibilidade
O grau de visibilidade indica a fração cristalina de uma rocha visível com a
vista desarmada. Quanto ao grau de visibilidade, as rochas são classificadas em:
| Fanerítica | São constituídas integralmente de material cristalino identificável com a vista desarmada; |
| Subfanerítica | São constituídas apenas parcialmente por material cristalino identificável com a vista desarmada; |
| Afanítica | Não contém material cristalino identificável com a vista desarmada. |
Tamanho dos cristais
De acordo com o tamanho dos cristais, as rochas magmáticas se classificam,
quanto a granulação, em:
| Gigantes | Cristais com mais de 10 cm; |
| Muito grossa | Cristais entre 3 à 10 cm; |
| Grossa | Cristais entre 1 à 3 cm; |
| Média | Cristais entre 1 à 10 mm; |
| Fina | Cristais entre 0,1 à 1 mm; |
| Densa | Cristais entre 0,009 à 0,1 mm; |
| Vítrea | Sem cristais (material vítreo). |
Tamanho relativo dos cristais:
Trata-se da comparação relativa das dimensões dos diversos cristais de uma
rocha, enquadrando as rochas nas categorias:
Forma geométrica dos cristais:
Caracterização textural fundamentada na proporção entre minerais
euhedrais ( minerais delimitados por faces externas cristalinas), subhedrais
(parcialmente delimitados por faces cristalinas) e anhedrais (desprovidos de
face cristalina) constituintes da rocha.
| Panidiomórfica ou Automórfica | Predominam minerais com formas euhedrais (olivinas, piroxênios, feldspatos); |
| Hipautomórfica ou Hipidiomórfica | Predomínio de minerais com formas subhedrais (piroxênios, anfibólios, micas, plagioclásios); |
| Xenomórficas ou Alotriomórfica | Predominam minerais com formas anhedrais (quartzo, feldspato K, feldspatóides). |
Articulação entre os
cristais:
Cada cristal constituinte de uma rocha exibe contatos íntimos com seus vizinhos,
originando uma trama extremamente forte. As superfícies de contatos entre os minerais
podem ser:
| Planar | Os contatos são por justaposição, (mosáico ou de calçamento). Ocorrem em rochas monominerálicas; |
| Irregular | Contatos por imbricamento mineral (côncavo-convexo ou serrilhado). Ocorrem em rochas pluriminerálicas (granitos, gabros). |
Arranjo (trama):
É a disposição espacial relativa das diferentes espécies minerais
constituíntes de uma rochas, destacando-se os seguintes tipos texturais
principais:
Aspectos
Químicos e Mineralógicos das Rochas Magmáticas:
Englobam conceitos fundamentais que atuam como base das noções petrológicas relacionadas às rochas magmáticas.
Acidez:
As rochas magmáticas podem ser classificadas, quanto a porcentagem de SiO2
presente na rocha em:
| Ácida | > 65% de SiO2; |
| Intermediária | 52 a 65% de SiO2; |
| Básica | 45 a 52 % de SiO2; |
| Ultrabásica | < 45% de SiO2. |
Sílica saturação:
É a classificação da rocha quanto à saturação em sílica, identificada através da
presença de minerais silicáticos saturados(minerais não deficientes em
sílica), insaturados (deficientes em sílica), e sílica livre (através da
presença de quartzo):
| Supersaturada | Quartzo (que apresenta excesso em sílica); |
| Insaturada | Feldspatóides (nefelita, leucita, sodalita); |
| Saturada | Piroxênios e feldspatos(minerais saturados); |
Relação dos feldspatos
presentes:
É a caracterização através da proporção entre os diferentes tipos
de feldspatos (potássico e sódico-cálcicos) presentes nas rochas:
| Rocha | Relação Feldspato potássico/Plagioclásio; |
| Potássica | > 2/3; |
| Calco - potássica | ~ 1; |
| Sódico-cálcica (Plag. - An<50) |
< 1/3 |
|
Calco-sódica (Plag. - An.>50 |
Feldspato Potássico: sanidina, ortoclásio, microclínio
Plagioclásios: An<50 - oligoclásio, andesina
An>50 - labradorita, bytonita e anortita
Índice de coloração:
Denomina-se índice de coloração, a porcentagem conjunta, em volume, de minerais
fêmicos,
opacos e acessórios presentes em uma rocha magmática, segundo o quadro abaixo:
| Hololeucocrática | 0 - 5 % |
| Leucocrática | 5 - 35 % |
| Mesocrática | 35 - 65 % |
| Melanocrática | 65 - 90 % |
| Ultramelanocrática | > 90 % |
Termos: mela - demasiadamente máfica (peridotito,
dunito, piroxenito,)
leuco - empobrecida em máfico (trondhjemito e anortosito)
Índice de alumina saturação
(IAS):
IAS consiste na relação entre a proporção molar (% em peso / peso
molecular) de Al2O3 e a soma das proporções molares de Na2O+K2O+CaO
de uma rocha.
Proporção molecular de óxido = % em peso de óxido / peso molecular de óxido.
IAS = P.M. Al2O3 / Na2O+K2O+CaO.
| Peraluminosa Al2O3 > Na2O+K2O+CaO IAS >> 1 |
O excesso de alumina após a formação dos feldspatos entrará na formação de minerais fêmicos e acessórios com presença de Al, constituindo minerais aluminosos; ex: muscovita, biotita, turmalina, corindon, topázio e granada; |
| Metaluminosa Al2O3 > Na2O+K2O; < Na2O+K2O+CaO IAS > 1 |
O excesso de alumina é menor, mas
mesmo assim alguma alumina é incorporada aos minerais escuros. O principal
elemento a ser
afetado pela alumina-saturação é o Ca; portanto a fração de Ca; que por falta de
alumina não irá formar o componente plagioclásio, constitui minerais
escuros sob duas formas: |
| Subaluminosa Al2O3 = Na2O+K2O+CaO IAS = 1 |
Teoricamente a alumina ocorre em quantidades exatas para a saturação dos feldspatos e feldspatóides, não ocorrendo sobras para a formação de minerais fêmicos e acessórios aluminosos, formam apenas olivinas e piroxênios, (minerais não aluminosos); |
| Peralcalina Al2O3 < Na2O+K2O IAS < 1 |
Neste caso os minerais a serem afetados são os feldspatos alcalinos, principalmente os sódios. Portanto, a fração de Na que por falta de alumina não formarão a albita, entrarão na formação de minerais máficos sódicos: piroxênio (egirina) e anfibólio (arfvedsonita e riebechita). |
Alcalinidade:
Envolve o teor relativo de álcalis, sílica e alumina presentes numa rocha. Na
cristalização das rochas magmáticas, os álcalis se ligam ao alumínio e ao silício na
proporção 1:1:3, na formação dos feldspatos potássico (KAlSi3O8),
sódico (NaAlSi3O8) e micas (muscovita e biotita). Na quebra desta
regra geral, as rochas são denominadas de alcalinas, com o desenvolvimento de minerais
específicos. Se desenvolvem de três maneiras:
| Rochas equíriticas |
Deficiência em alumina (Na2O + K2O >Al2O3 ). Desta forma o alumínio não é suficiente para o consumo de todo o Na e K na produção de feldspatos e micas, sobrando (Na e K) que é incorporado aos máficos sódicos egirina e riebeckita; |
| Rochas miasquíticas |
Deficiência em sílica para o consumo total de Na e K na formação dos feldspatos ( Na2O + K2O > 1/6 SiO2 ). Desta forma ocorrerá a formação de minerais deficientes em sílica: nefelina, leucita e sodalita; |
| Rochas agpaíticas |
Deficiência em sílica e alumínio. Ocorrerá os dois casos anteriores, com a formação de máficos sódicos e feldspatóides: egirina, riebeckita, nefelina, leucita e sodalita. |
Por comparação temos:
| Alcalinidade | Silica Saturação | Alumina Sat. | Rochas Plutônicas | Rochas Efusivas |
| Equiríticas | Supersaturada | Peralcalina | Egirina granito | Egirina riolito |
| Saturada | Peralcalina | Egirina sienito | Egirina traquito | |
| Insaturada | Peralcalina | Egirina olivina gabro | Egirina basalto | |
| Miasquíticas | Insaturada | Peraluminosa | Nef. biotita sienito | Nef. fonólito |
| Metaluminosa | Nef. diorito | Nef. andesito | ||
| Subaluminosa | Nef. gabro | Nef. basalto | ||
| Agpaíticas | Insaturada | Peralcalina | Nef. egirina sienito | Nef. egirina fonólito |
| andesito | anortosito | basalto | carbonatito | charnockito | dacito | diabásio | diorito | dunito | fonólito | gabro | granito | granodiorito | hornblenda gabro | jacupiranguito | kimberlito | lamprófiro | latito | monzonito | norito | obsidiana | olivina gabro | pegmatito | peridotito | piroxenito | piroxenito granito | quartzo diorito | quartzo monzonito | quartzo sienito | riolito | sienito | tonalito | traquito | websterito |
©Fábio Braz Machado