Prof. Dr. Heinz Ebert |
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O Doutor Heinz Ebert nasceu em 1907, a 13 de outubro, na Saxônia, Alemanha, trinta e um anos depois da fundação da Escola de Minas. Sua formação básica foi de química, física e química analítica; foi Geólogo do Serviço Básico da Prússia; Doutor em Ciências, pela Universidade de Leipzig; Livre- Docente na mesma Universidade em 1934; e premiado pela Universidade de Leipzig e pela Academia de Ciências. Como Petrógrafo do Serviço Geológico da Saxônia, criou métodos de reconhecer sequências estratigráficas por análise estrutural e petrográfica. Em 1934, se instalou no Brasil o chamado Departamento Nacional da Produção Mineral, órgão máximo da Geologia no Brasil. De 1950 a 1956, como Geólogo Especializado da D.G.M., que evoluiu do velho Serviço Geológico do Brasil, mapeou a região de São João Del Rei a Juiz de Fora e Barbacena, toda uma região metassedimentar e dificílima do sul de Minas. De 1939 a 1946 a guerra interrompeu suas atividades geológicas. Voltando à geologia, abriu um escritório de Geologia Aplicada (águas subterrâneas, sondagens, geologia econômica, geologia para represas, etc.).
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Foi Professor em Recife, tendo influído na estauração da CAGE ( Campanha de Formação de Geólogos ). Ensinou Mineralogia e Petrografia em vários Cursos e escolas do nordeste. Em 1959, no Simpósio das Guianas, apresentou importantes trabalhos sobre o Cristalino Brasileiro. Foi Conselheiro da SUDENE, formando técnicos em águas subterrâneas de zonas cristalinas. Em 1962 mudou-se para Rio Claro, passando a lecionar várias disciplinas do campo das Geociências, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, atual Universidade Estadual Paulista (UNESP). Continuou atento ao sul e sudoeste de Minas, continuando suas pesquisas nessa região. Fez várias viagens ao exterior, trazendo para o Brasil o fruto de suas observações e contatos. |
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Formou em Recife vários alunos de pós-graduação. Examinou concursos Catedráticos, de Livres-Docentes, de Doutores, em várias universidades, aprimorando, assim, o corpo docente brasileiro. Publicou cerca de 60 trabalhos de grande valor conceitual nas Geociências, sobretudo no Brasil. |
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Em 1974 ganhou a medalha de ouro "José Bonifácio", o maior prêmio da Geologia Brasileira. |
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©Fábio Braz Machado