coríndon

Foto do Mineral Forma Cristalográfica
 

Cristais de corindom

Direções ópticas e cristalográficas

Fórmula Química - Al2O3
Composição - Trióxido de Alumínio.
52,9% de Al, 47,1% de O
Cristalografia -
Trigonal
        Classe -
Hexagonal-escalenoédrica

Propriedades Ópticas -
Uniaxial negativo, mas freqüentemente com anomalias fazendo com que partes dos cristais sejam biaxiais


Hábito -
 Prismáticos barricóides, agregados granulares, massas informes ou grãos dispersos
Partição -
Romboédrica devido a geminação
Dureza -
9
Densidade relativa -
3,9 - 4,1
Brilho -
Brilho vítreo a adamantino
Cor -
Cor variada (incolor, branco, cinza, vermelho, azul, amarelo etc.)

Associação -
Pode estar associado a calcita,  feldspatos e micas.
Propriedades Diagnósticas -
Altera-se para margarita, muscovita, espinélio, cianita-sillimanita- andaluzita, corundofilita etc. A introdução de Cr e Fe faz aumentar levemente os índices de refração. Dureza alta, hábito, partição romboédrica, relevo alto, birrefringência baixa, caráter óptico, ocorrência de lamelas de geminação, insolubilidade e densidade são importantes propriedades. A safirina pode ocorrer em ambientes idênticos mas é sempre biaxial.
Ocorrência -
Gerado por processos magmáticos e metamórficos de temperatura moderada a alta, em condições excesso de Al, ou deficiência de álcalis e sílica. Portanto, aparece em rochas ígneas pobres em sílica, nos contatos de corpos peridotíticos, rochas aluminosas submetidas a metamorfismo de contato ou regional. Pode ser produzido artificialmente por aquecimento de alumina acima de 450ºC. Pelo processo Verneuil, são produzidas gemas sintéticas,  adicionando-se pequenas quantidades de Fe, Cr, V ou Ti para dar a cor apropriada.
Usos - São diversas as variedades, que normalmente são definidas pela coloração, sendo as principais rubi (vermelho vivo), safira (azul), topázio oriental (amarelo), ametista oriental (roxo-violeta), esmeralda oriental (verde-claro), esmeril (mistura de coríndon com outros minerais). O coríndon não utilizável em joalheria é usado como abrasivo, em ferramentas cortantes e também como material refratário, em virtude do elevado ponto de fusão. A preparação sintética do rubi e da safira é feita com tal perfeição e baixo custo e, praticamente, não há necessidade de falsificações; todavia, é relativamente fácil reconhecer ao microscópio as gemas naturais pela estrutura zonal da bem delimitada, definida pela coloração e inclusões de outros minerais, ao passo que as pedras sintéticas normalmente possuem inclusões gasosas. O esmeril é o coríndon impuro, empregado como abrasivo, na fabricação de lixas, rebolos etc., cabendo ressaltar que o uso do material natural para estas finalidades diminuiu bastante pelo uso de correspondentes artificiais.

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©Fábio Braz Machado