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Como o Semente
nasceu....
"Eu sempre acreditei que dentro de algumas
pessoas existia o desejo de se doar para alguma coisa que elas realmente
acreditavam, mas não sabiam como por pra fora. Como se fosse uma semente
que as pessoas não sabiam, ou mesmo, não encontravam um lugar adequado pra
plantar, e sozinhas elas ficavam desmotivadas de fazer algo. Dentro de mim
havia um desejo, há muito tempo. Eu queria doar parte do meu tempo para o
bem comum, algo que ajudasse as pessoas. Só que eu não acreditava que era
possível ajudar ninguém que não estivesse preparado para novas idéias, não
tivesse aberto para entende-las. Então, eu vi que era preciso preparar a
consciência das pessoas para novas idéias, no caso, para uma percepção
ambiental que resgatasse o respeito do homem pela natureza, do porquê é tão
importante nós melhorarmos a nossa relação com o meio ambiente, mudar nossa
postura. E ainda, se fosse possível despertar isso nas crianças, eu
acreditava que os resultados no futuro seriam alcançados, mesmo a gente não
podendo mensurar. Sozinha eu não podia fazer muita coisa, então eu achei
que poderia atrair pessoas que tinham esse desejo dentro delas pra começar
um trabalho em conjunto. Foi assim, que eu anunciei a primeira reunião do
Grupo de Educação Ambiental, o qual semanas depois foi batizado como
Semente Viva. Nós estudávamos juntos, toda semana, os princípios e as
práticas da Educação Ambiental, e o mais importante é que a gente aprendia
a doar parte do nosso tempo, para um ideal que nós acreditávamos que íamos
concretizar, a gente aprendia a conviver com nossas diferenças, a trabalhar
em grupo e fazer disso algo construtivo e prazeroso, e cada vez mais pessoas
se juntavam a nós, cada um com uma nova idéia pra alimentar a sementinha
que tava nascendo. Nós só estávamos fazendo uma auto-preparação para 3
meses depois nos envolvermos com crianças, e alguns meses depois, com a
comunidade rural de Cordeirópolis. Então, a semente começou realmente a
crescer, ficar forte, saudável... O próprio grupo era um desafio, e eu
sempre pensava no quanto já era válido o amadurecimento que nós, na época
estudantes, estávamos adquirindo como seres humanos. O grande segredo era o
respeito que havia no grupo, mesmo no momento das críticas, nós éramos
muito honestos, e tentávamos não deixar que nenhum outro compromisso
pessoal fosse mais importante que o momento sagrado da nossa reunião. Era
como uma sessão terapêutica, que se a gente faltasse atrapalhava o
tratamento. Porque a gente, principalmente, se enxergava conectados uns aos
outros, e a ausência de um prejudicaria o equilíbrio do grupo. A gente
trabalhava a auto-estima de cada um também, sempre encorajando a fazer
mais, a tentar coisas novas, e a acreditar que a pessoa era extremamente
importante para o grupo. Agora, é lindo saber que novas pessoas continuam
mantendo este espírito do Semente Viva. É bom saber que elas acharam um
lugar onde elas podem acreditar e lutar por algo melhor e dividir isto com
outras pessoas. Boa sorte para todos nós!!!!!!!!!!!!"
Erika Pinto, fundadora do Semente Viva
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"Participo do Semente Viva desde que
entrei em Ecologia (há 3 anos). Considero de grande importância trabalhos
desta natureza, dividir nosso conhecimento e possibilitar que ele se
multiplique na comunidade é muito gratificante! O que aprendemos no grupo e
na realização das atividades são lições para vida toda e ajuda nosso
"crescimento" pessoal."
Renata Aquinoga Teures
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"Muitas vezes me questiono: “Por que gosto de
trabalhar com Educação Ambiental? Por que penso que posso mudar o Mundo?
Fico pensando... por que seres dotados de racionalidade (como nós) cometem
delitos contra o próprio ambiente em que vivem? Acredito que não seja por
prazer em destruir, mas sim por pura ignorância de não saber porque não
podem fazer aquilo e quais as consequências que aquele ato trará ao meio
ambiente e a ele mesmo. Fico muito triste... Mas quando estou com as
crianças vejo que ainda temos uma chance... que é possível pelo menos
melhorar um pouquinho, ou no mínimo continuar a ter esperança de viver em
um mundo melhor. Talvez a gente não consiga colocar muita coisa na
cabecinha delas (por serem muito pequenas), mas o pouco que elas aprendem,
já considero muito, pois é pra vida inteira...Não podemos mais olhar para a
interação Natureza-Homem como uma utopia romantica, mas sim, como uma
necessidade, e nossa obrigação como pessoas concientes de que precisamos
viver em harmonia, pois nós somos “Natureza”. Mas para que isso aconteça
ainda temos muito trabalho pela frente e toda ajuda é bem
vinda!!!!!!!"
Gislaine Silva Barros
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“Quando
entrei na UNESP recebi um livreto com todos os projetos de extensão universitária
e logo marquei vários que queria participar. O Semente Viva foi escolhido
também porque eu queria aprender mais sobre educação ambiental, e isto
seria bom para meu currículo, apesar de que, naquele tempo, eu realmente
não apreciava a companhia de crianças (em outras palavras, não
suportava!)... fui nas primeiras reuniões daquele ano – um pessoal super
divertido e aberto – e fui na primeira atividade: péssima! Pensei em não
voltar e tal, mas voltei, e puxa, que demais!!!
Aos
poucos consegui me enturmar, dar minha opinião nas reuniões, e integrar o
que foi pra mim a vivência mais importante dentro da universidade nos 4
anos de curso. Um grupo, que não era só um grupo de trabalho, mas de
amigos que fazem algo que realmente acreditam, que não se juntam não
apenas para programas atividades, mas rir e pensar juntos. Nunca foi algo
superficial, e sim repleto de críticas e afetos...
Claro
que não faltaram momentos de nervoso, de baixas no grupo, mas nunca
pensei em desistir, porque não era mais apenas a questão do grupo, mas a
magia de estar com as crianças (!), que te recebem com amor, a
simplicidade, a alegria e todo o jeitinho de criança que é um poço de
vida vigor.
Se
fosse para eu eleger o que mais gostei da Universidade, diria que com
certeza foi o Semente Viva. Onde eu mais aprendi (desde fazer ata,
organizar reuniões, ouvir e trabalhar em grupo, respeitar as pessoas, até
apreciar imensamente estar com as crianças, brincar, falar em público,
receber abraços pequeninos... até dar bronca, haha), onde experimentei a
responsabilidade (e a falta de) para com um grupo e um projeto... bem,
uma experiência toda que não encontrei em outro lugar e que não tem o que
pague. Semente Viva então foi
processo de crescimento.
Hoje,
tenho a noção clara que se algo faz sentido é a Educação Ambiental (com
todo seu compromisso e noção ampla de ecologia), e se algo me faz falta,
é estar rodeada dos picurruchos fofos cheios de sorrisos e bagunça, e
claro, todos bons amigos que o Semente me deu de presente.
Gratidão.
“
Jéssika
Silva de Oliveira(Capote)
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