CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ATLETISMO IV
20 e 21 de outubro de 2005
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RESUMOS
DOS TRABALHOS Dia 20 de outubro de 2005
- 17:00 horas
Abertura da
exposição: MOVIMENTOS COMOVENTES II:
NOVOS OLHARES. Sara Quenzer Matthiesen –
Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo – Departamento de
Educação Física – UNESP/Rio Claro.
Mais uma
vez, direcionaremos nossos olhares para as belezas do atletismo! Rico em movimentos que se valem
das habilidades de correr, marchar, saltar, arremessar e lançar, o atletismo
aguça nossa sensibilidade, comovendo-nos ...Um simples olhar, porém atento,
para a cristalização de milésimos de segundos, eternizam imagens, muitas
vezes, despercebidas de momentos de ação, precisão, graça e beleza. Provocar
novos olhares por meio de 23 belas
fotografias e, com isso, outras
percepções capazes de revelar o quanto é belo e comovente o Atletismo!
Esse é o objetivo desta exposição de imagens. 17: 30 horas – Abertura do evento: CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ATLETISMO: DE 2002 A 2005. Profa. Dra. Sara Quenzer
Matthiesen; Augusto César Lima e Silva - Grupo de Estudos Pedagógicos e
Pesquisa em Atletismo – Departamento de Educação
Física – UNESP/Rio Claro.
Em nome da organização do evento “Conversas com quem gosta
de atletismo IV”, agradecemos a participação de todos. Seja muito bem-vindo
(a) às discussões, reflexões e conversas que teremos nestes dois dias. Como
se sabe, o título desse evento teve inspiração nas “Conversas com quem gosta
de ensinar” de Rubem Alves, sendo que, desde 2002, temos realizado o evento
“Conversas com quem gosta de atletismo”, na UNESP-Rio
Claro, procurando reunir estudantes, professores, pesquisadores, técnicos e
demais interessados nesta bela modalidade esportiva. Nosso objetivo sempre
foi contribuir para que aqueles que
gostam de atletismo, que o estudam ou trabalham com ele, possam compartilhar
suas experiências e conhecimentos. E nesse ano queremos ouvir você! Queremos conhecer o seu trabalho, trocando experiências a
fim de enriquecer o conhecimento de todos nós ...participe! 18:00 às 19:30 horas Mesa-redonda de abertura: “AS DIMENSÕES DOS CONTEÚDOS E O
ATLETISMO EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA” –
Anfiteatro do Instituto de Biociências. Profa. Dra. Suraya Cristina Darido – Coordenadora do LETPEF do Departamento de
Educação Física/UNESP-Rio Claro. O objetivo do presente estudo é apresentar algumas
possibilidades de utilização do atletismo enquanto conteúdo da Educação
Física na escola nas três dimensões; conceituais, atitudinais e
procedimentais. Atualmente, há uma tentativa de ampliar o conceito de
conteúdo e passar a referenciá-lo como tudo quanto se tem que aprender, que
não apenas abarquem as capacidades cognitivas, como incluem as demais
capacidades. Essa perspectiva inclui às seguintes questões "o que se
deve saber?", (conteúdos conceituais) "o que se deve saber
fazer?" (conteúdos procedimentais), e "como se
deve ser? (conteúdos atitudinais), com a finalidade de alcançar os objetivos
educacionais. A partir dessa análise foi possível identificar para o
atletismo, os seguintes conteúdos na dimensão procedimental: a aprendizagem
das provas básicas, a organização e participação em campeonatos etc. Na
dimensão conceitual podem ser incluídos os seguintes aspectos: - reconhecer
as origens das modalidades do atletismo, bem como a aprendizagem do seu
contexto histórico-cultural, - as
transformações necessárias do atletismo no contexto esportivo e também no
contexto escolar, - reconhecer e discutir a influência da mídia sobre o
imaginário social, no caso específico do atletismo. Na dimensão atitudinal ligada a valores, espera-se que haja uma
intervenção ativa dos professores no sentido de re-significar o papel do
atletismo no contexto educacional, valorizando atitudes, de não-
violência, respeito aos companheiros, resolução dos problemas através do
diálogo, a busca da justiça e solidariedade. A aprendizagem de tais conteúdos
pode ser alcançada através de debates, discussões, leituras e reflexões, além
de algumas vivências. Dessa forma, o
atletismo poderá contribuir para a formação dos cidadãos, integrando-os na
esfera da cultura corporal. Profa. Dra. Sara
Quenzer Matthiesen – Coordenadora do GEPPA do Departamento de Educação Física/UNESP-Rio Claro. Você trabalha com o atletismo
na escola? Essa questão, que deveria ter uma resposta afirmativa,
infelizmente, por meio de inúmeras justificativas, recebe, na maioria das
vezes, “não” como resposta. Quais os
motivos que o impedem de trabalhar com o atletismo? Essa, que poderia ser uma
segunda questão, certamente receberá uma série de justificativas. É o espaço
da escola que é reduzido; é o material que não é oficial; é a diretora que
não incentiva; é o aluno que só quer futebol... É preciso nos
concentrarmos nas respostas comuns, dadas à ambas as questões para que
possamos, de fato, pensarmos nas possibilidades de trabalharmos com o
atletismo no campo escolar. Certamente, isso poderá ocorrer sob diferentes
perspectivas. No entanto, nosso intuito aqui não será outro que não dialogar
nessa mesa-redonda sobre as possibilidades de pensarmos o atletismo a partir
das dimensões dos conteúdos. Talvez,
com o registro de alguns exemplos possamos contribuir com essa discussão que
visa aproximar o ensino do atletismo com base nos conceitos, procedimentos e
atitudes a ele inerentes. DIA 21 DE OUTUBRO DE
2005 - 8:00 às 9:45 horas – MINI-CURSOS Mini-curso 1 (teórico): – ASPECTOS FISIOLÓGICOS DA PERFORMANCE
DECURTA, MÉDIA E LONGA DURAÇÃO NA CORRIDA - Profa. Dra. Camila Coelho Greco – Departamento de Educação Física da UNESP-Rio Claro. As provas de corrida no atletismo são divididas em provas
individuais ou revezamento, e em provas de velocidade, de meio-fundo e fundo.
Os fatores que influenciam o rendimento nestas provas além da genética e
fatores externos ao treinamento, estão ligados ao nível de desenvolvimento do
sistema neuromuscular, por aspectos metabólicos ligados ao nível de
desenvolvimento dos sistemas energéticos e ao estoque de substratos, aspectos
ligados ao sistema cardiorrespiratório, a técnica e
a tática de prova. Além disso, estudos recentes têm trazido informações
importantes a respeito da interação entre diferentes tipos de treinamento, o
que também pode contribuir de forma significativa na elaboração das sessões
de treinamento e do período de recuperação entre elas. O conhecimento destes
fatores pode ter implicações importantes na avaliação e na prescrição do
treinamento em indivíduos com diferentes níveis de experiência na modalidade,
contribuindo para uma elaboração do treinamento mais individualizada e
evitando problemas ligados ao overtraining. Mini-curso
2 (teórico): TRABALHANDO
COM TEMAS TRANSVERSAIS NAS AULAS DE
ATLETISMO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR - Prof.
Ms. Eduardo Vinícius Mota e Silva - Universidade Presbiteriana Mackenzie - LETPEF – Unesp –
Rio Claro. O Atletismo, modalidade esportiva bastante tradicional,
vem sendo pouco desenvolvido nas aulas de Educação Física e, quando o é,
quase sempre, se limita às vivências práticas (aspecto procedimental). Quase
nunca se trata de seus conceitos ou das atitudes que podem ser desenvolvidas
a partir dele. Conforme estabelecido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN’s) é importante que os diferentes conteúdos da Educação Física sejam
tratados em todas as suas dimensões. Além disso, espera-se que todas as áreas
trabalhem com temas sociais contemporâneos fundamentais, intitulados, no
documento, de temas transversais.
Desta forma ao se trabalhar com o Atletismo nas aulas de Educação Física
estes aspectos devem ser enfatizados. Assim sendo o curso a ser desenvolvido
se propõe a apresentar e discutir as possibilidades de utilização do
Atletismo como tema gerador para o trabalho com temas transversais nas aulas
de Educação Física. Para isto serão utilizados materiais midiáticos
que tenham tratado de temas sociais importantes relacionados à modalidade,
como: doping, relações raciais e de gênero, ética, consumismo, dentre outros.
A partir destes materiais procurar-se-á estabelecer formas de tratamento
didático que possibilitem a discussão e o desenvolvimento desta temática com
os alunos. Mini-curso 3 (prático): INICIAÇÃO AO ATLETISMO - Profa. Flórence Rosana Faganello e Augusto César Lima e Silva – Grupo de Estudos
Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo – Departamento de Educação Física –UNESP-Rio Claro. O atletismo, mesmo sendo
considerado um esporte clássico e que une as habilidades naturais do ser
humano: correr, saltar, lançar e arremessar, é pouco divulgado e conhecido
pelas crianças. Dificilmente encontramos professores que incluam o Atletismo
como conteúdo a ser desenvolvido nas aulas de Educação Física, ou pessoas
interessadas em desenvolver um programa deste esporte, justificando-se pela
falta de espaço, falta de materiais, desinteresse dos alunos e até mesmo
falta de conhecimento da modalidade. Questionando estas e outras
justificativas, este curso irá auxiliar os professores a elaborarem um
programa de desenvolvimento do atletismo possível de ser trabalhado em pistas
de atletismo ou não. Trabalharemos da iniciação: com brincadeiras e jogos
pré-desportivos ao treinamento: refinamento das habilidades (técnicas) que
auxiliam o desenvolvimento das capacidades físicas: força, agilidade,
coordenação, velocidade, resistência; DIA 21 DE OUTUBRO DE 2005 – MESAS-REDONDAS. 10:15 às 11:45 horas - Mesa-redonda
1: ATLETISMO
NA ESCOLA: PROJETOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES - Anfiteatro do Instituto de
Biociências - Moderadora: Prof. Dra.
Sara Quenzer Matthiesen. ATLETISMO SE
APRENDE NA ESCOLA: O PROJETO DO NÚCLEO DE ENSINO DA UNESP-RIO CLARO DE 2003 a
2005. Sara Quenzer Matthiesen; Augusto César Lima e Silva; Mellissa Fernanda
Gomes da Silva - Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo - Departamento de Educação Física - UNESP-Rio Claro –
saraqm@rc.unesp.br. Desenvolvido
pelo GEPPA- Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo com o
apoio do Núcleo de Ensino da UNESP-Rio Claro, o Projeto “Atletismo se aprende na
escola” foi desenvolvido entre 2003 e 2005, com a participação de uma
coordenadora e 4 bolsistas, em três etapas, a saber: em 2003, confeccionou um caderno didático
com base em ampla pesquisa bibliográfica; em 2004, divulgou este material por
meio de Oficinas Pedagógicas destinadas a professores de Educação Física da
Rede Pública de Ensino; e em 2005, teve como
objetivo a aplicação deste conhecimento no campo da Educação Física
escolar. Dentre os resultados inestimáveis obtidos pelo desenvolvimento
deste projeto ao longo dos anos,
destacaríamos: a publicação de um livro em 2005 concentrando várias sugestões
de atividades e ampla bibliografia no campo do atletismo; participação de vários
professores de Educação Física nos eventos promovidos pelo GEPPA; difusão do
atletismo no campo escolar, motivando os professores a ensiná-lo, entre
outras coisas. Com isso, consideramos estar atingindo os objetivos principais
do Projeto, ou seja: ampla difusão desta modalidade esportiva; atualização da
produção no âmbito do atletismo escolar; motivação dos profissionais para que
o atletismo, de fato, seja desenvolvido nas aulas de Educação Física escolar.
APOIO: NE/PROGRAD/UNESP. UM SUPORTE À DIMENSÃO CONCEITUAL DO
ATLETISMO NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR ATRAVÉS DO RESGATE HISTÓRICO
DO TREINAMENTO DE CORREDORES DE FUNDO.
Yumi Sasa; Sara Quenzer Matthiesen. - Grupo de Estudos
Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo - Departamento de Educação Física -
UNESP- Rio Claro. yumisachs@yahoo.com.br. Há uma nítida valorização, por
parte dos professores de Educação Física atuantes na escola, da dimensão
procedimental dos conteúdos. Ou seja, a importância e os objetivos das aulas
voltam-se para o processo puramente mecânico de execução dos gestos e
movimentos da cultura corporal. Assim, tanto a dimensão atitudinal,
que diz respeito à conscientização dos alunos em relação à
valores e atitudes, como a dimensão conceitual, que apresenta conhecimentos
históricos, sociais e científicos sobre o conteúdo trabalhado, ficam
relegadas ao acaso. Entretanto, muitos professores justificam este enfoque
sobre a dimensão procedimental dos conteúdos devido à falta de suporte
teórico (artigos, livros) sobre as outras dimensões (atitudinal
e conceitual). Assim, esta pesquisa tem como objetivo oferecer componentes ou
fatos que poderiam ser trabalhados na Educação Física escolar, principalmente
em relação à dimensão conceitual do atletismo. Com base em pesquisa
bibliográfica, de caráter histórico, comparamos o método de treinamento de
três atletas de fundo do atletismo mundial, pertencentes a
períodos distintos da evolução do Treinamento Desportivo, quais sejam:
Paavo Nurmi da Finlândia,
líder das provas de fundo na década de 20; Emil Zatopek
da Tchecoslováquia, atleta que teve sua supremacia nas décadas de 40 e 50 e
Vanderlei Cordeiro de Lima, atual atleta brasileiro destaque nas provas de
fundo do atletismo mundial. Os resultados provenientes da análise do
histórico das atividades desenvolvidas pelos três atletas nos permitem
concluir que ocorreram transformações significativas no campo do Treinamento
Desportivo, que levaram ao aperfeiçoamento dos Métodos de Treinamento, sendo
que, atualmente, atletas como Vanderlei Cordeiro de Lima, utilizam, ainda,
métodos criados há décadas, mas dosados e combinados de formas diferentes,
permitindo a obtenção de melhores performances. Tendo como base os Parâmetros Curriculares Nacionais de
Educação Física, diríamos que os resultados específicos obtidos neste estudo
poderiam contribuir com alguns dos objetivos da Educação Física, enquanto
componente curricular, sendo que com base na vasta possibilidade de
aprofundamento neste percurso histórico, o professor poderia utilizar esse
conteúdo como forma de conhecimento e reflexão acerca dos fatos e mudanças
que envolvem a história do atletismo. O ATLETISMO NA ESCOLA EM
UMA PROPOSTA TEMATICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Luiz Sanches
Neto - Laboratório de Estudos Pedagógicos em Educação Física LETPEF da Unesp
- Rede Municipal de Ensino Fundamental de São Paulo – FIG – Unicastelo - UnG. luizitosanches@yahoo.com.
O objetivo deste trabalho é
analisar como o atletismo é tratado em uma proposta temática de educação
física, que está sendo implementada em uma escola de ensino fundamental da
rede municipal, situada na zona leste de São Paulo. O método utilizado para
analisar as aulas apresenta características da pesquisa-ação (Barbier, 2002; Thiollent,
2003). O atletismo é vivenciado e elaborado em três dimensões de forma
integrada a outros conteúdos: atitudinal,
conceitual e procedimental, ao passo que as aulas são organizadas em quatro
blocos temáticos: aspectos pessoais, demandas ambientais, elementos culturais
e movimentos. Um dos elementos culturais tratados nas aulas é o esporte e o
atletismo é uma das possibilidades de prática esportiva. Além disso, nesse
mesmo bloco, são enfatizadas características do atletismo presentes em outros
elementos culturais, como nas modalidades esportivas, em certos jogos e
brincadeiras, variações da ginástica, dança e luta, além de manifestações
expressivas corporais como a capoeira e o circo. Quanto aos aspectos pessoais
são enfatizadas noções de anatomia, fisiologia, nutrição e biomecânica,
aplicáveis à prática do atletismo; também são elaborados aspectos
psicológicos e conhecimentos sobre os processos de aprendizagem, controle e
desenvolvimento motor. Em relação aos movimentos de estabilização, locomoção
e manipulação, o atletismo é associado, além dessas diferentes categorias e
suas possibilidades de combinação e especialização, às capacidades físicas e
habilidades motoras, noções de treinamento e questões pertinentes à saúde. As
demandas ambientais associadas ao atletismo podem ser físicas, naturais,
estéticas, econômicas, sociais e políticas, conforme a integração proposta
nas aulas. Em todas as aulas há a necessidade de que os quatro blocos sejam
implementados ao mesmo tempo, daí a relevância do atletismo, que apresenta
características pertinentes a todos os temas. As estratégias implementadas no
cotidiano, embora busquem a transformação de limitações, são adaptadas às
condições da unidade escolar. Nesse sentido, a diversidade presente no
atletismo permite que espaços e materiais disponíveis para as aulas sejam
aproveitados em sua plenitude. Além disso, os critérios para a avaliação do
processo de ensino e aprendizagem contemplam atitudes, conceitos e
procedimentos elaborados nas vivências do atletismo. 14:00 às 15:30 horas –
MESA-REDONDA 2: O ATLETISMO NA UNIVERSIDADE: DA FORMAÇÃO À EXTENSÃO – Anfiteatro do
Instituto de Biociências – Moderador: Prof. Ms.
Eduardo Vinícius Mota e Silva.
O ATLETISMO COMO CONTEÚDO DAS AULAS
DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: COMPARANDO DOIS ESTUDOS REALIZADOS COM
UNIVERSITÁRIOS DA UNESP – RIO CLARO. Adriano Percival Calvo; Sara Quenzer
Matthiesen - Grupo de Estudos Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo –
Departamento de Educação Física – IB – UNESP – Rio Claro.
adrianop@rc.unesp.br O atletismo ainda é pouco explorado
como conteúdo das aulas de Educação Física escolar de acordo com estudos
realizados por Calvo & Matthiesen (2003; 2004), os quais, apesar de
estruturas idênticas, não foram explorados totalmente. Desta forma, o presente
estudo tem como objetivo fornecer mais informações sobre o Atletismo dentro
do ambiente escolar por meio da comparação dos dados e resultados entre os
estudos citados. Ambos foram realizados por meio de aplicação de um
questionário, com igual conteúdo e disposição de suas questões. Os
participantes, matriculados na disciplina de “Fundamentos do Atletismo”,
responderam ao questionário antes que tivessem qualquer contato com o
Atletismo na disciplina nos anos de 2002 e 2004. Este formato de coleta de
dados nos possibilitou agrupar os dados de maneira que pudemos compará-los. A
pesquisa contou com a participação de 56 e 58 universitários em 2002 e 2004
respectivamente. Tais participantes cursavam a graduação em Educação Física,
bacharelado e licenciatura e de todos os anos, da UNESP – Rio Claro. A
comparação mostrou que houve uma progressão percentual dos universitários que
tiveram contato com o Atletismo dentro da escola em 2004. Essa progressão
percentual também se apresenta em relação ao tipo de escolas que estes
participantes que tiveram contato estudaram. Quanto aos conteúdos, os
resultados mostraram que as corridas de velocidade e resistência predominam
em ambos estudos. Quanto aos saltos, houve pequena elevação percentual do
contato com todas as provas em 2004, com exceção do salto com vara que
regrediu. Nos lançamentos e arremesso, todas as provas mantiveram-se
estáveis, no entanto, o arremesso do peso mostrou pequena regressão
percentual em 2004. Concluindo, diríamos que apesar da comparação entre os estudos
de 2002 e 2004 apontarem uma pequena progressão quantitativa em relação aos
participantes que tiveram contato com o Atletismo na escola antes do ingresso
no Ensino Superior, houve a predominância de algumas provas, além de
prevalecer esse contatos em escolas particulares, o que não nos permite
afirmar que houve um avanço real no desenvolvimento do Atletismo nas aulas de
Educação Física escolar. UMA METODOLOGIA PARA CLASSIFICAR O RENDIMENTO
ESPORTIVO DOS SALTADORES PRINCIPIANTES NO ESTADO DE SÃO PAULO. José Luiz Germano – Inspetoria Regional de Limeira.
Germanjl@widesoft.com.br. Um dos problemas que afeta o
desenvolvimento do atletismo no Estado de São Paulo, refere-se a necessidade de uma metodologia que permita elaborar a
classificação do rendimento desportivo nos atletas iniciantes nas idades de
11 a 15 anos, concedendo a eles categorias, em decorrência do rendimento
esportivo individual. Para obtermos respostas a este problema, três objetivos
foram propostos: elaborar uma metodologia para classificar o rendimento
esportivo dos saltadores de distancia iniciantes do Estado de São Paulo, em
idades de 11 – 15 anos: estabelecer a classificação esportiva dos saltadores
no atletismo competitivo Paulista, nas idades acima mencionadas, e,
determinar os tempos de crescimento dos resultados competitivo nos saltadores
do Estado de São Paulo. Para alcançar tais objetivos, foram processados os
resultados esportivos de um total de 400 atletas iniciantes de São Paulo, com
idades de 11 – 15 anos inclusive, em ambos os sexos, considerando as 100
marcas melhores alcançadas em competições oficiais, no período de 2000 –
2002, nos grupos etários denominados pré-mirim e mirim. Através do uso de percentil diferenciados conforme idade e categoria
esportiva, e usando um delta xis diferencial (x ),
absoluto e percentual, se obtem a metodologia
proposta, elabora-se a primeira classificação como resultado da aplicação de
uma metodologia, e, os tempos de crescimento das marcas de uma idade para
outra, constituindo-se em um instrumento de avaliação e retro-alimentação do
processo de treinamento e em particular para auxiliar no processo de seleção
de possíveis talentos, e como regulador da preparação esportiva dos atletas.
Este trabalho permitiu descobrir que na idade de 14 anos existe uma
incongruência no aumento do rendimento esportivo no sexo feminino,
provavelmente associado com o processo de treinamento especificamente neste
sexo. Recomendamos a Federação Paulista de Atletismo, que se
faça mais pesquisas nas causas da inflexão negativa do rendimento para
as atletas na faixa etária dos 14 anos. PROJETO
DE EXTENSÃO “ATLETISMO PARA CRIANÇAS E JOVENS” NA UNESP-RIO CLARO. Flórence Rosana Faganello;
Sara Quenzer Matthiesen; Augusto César
Lima e Silva; Roberto Bacchi – UNESP/Rio Claro. saraqm@rc.unesp.br Realizado desde 1999, o Projeto de
Extensão: “Atletismo para crianças e jovens”,
desenvolvido na pista de atletismo da
Unesp – Rio Claro, tem como objetivo a difusão do atletismo entre
crianças de 10 a 16 anos. Realizado às
3ª e 5ª feiras, das 15:00 às 16:00 horas, o projeto tem
como objetivo principal o
desenvolvimento de jogos
pré-desportivos envolvendo as habilidades motoras básicas de marchar, correr,
saltar, lançar e arremessar, capazes de levar às crianças ao contato com o
atletismo. Assim, aos poucos, as crianças vão conhecendo as especificidades
técnicas e normativas das regras e movimentos básicos a ele inerentes,
podendo, se assim o desejarem, a ele se dedicarem futuramente. Contando com o apoio do Departamento de
Educação Física, da PROEX e numa parceria inicial com a SEME-Rio
Claro, o projeto visa o desenvolvimento de diferentes atividades vinculadas
ao atletismo, capazes de contribuir para a maior difusão desta bela
modalidade esportiva, além de se consubstanciar em espaço propício para a
realização de estágio por parte dos alunos do Curso de Educação Física. 16:00 às 17:30 horas - MESA-REDONDA 3:
EDUCAR PARA A VIDA: O ATLETISMO E OS PROJETOS SOCIAIS – Anfiteatro do Instituto de
Biociências - Moderadora: Prof. Dra.
Sara Quenzer Matthiesen.
PROJETO “TALENTO OLIMPICO SOLIDARIO”. Batista Ferreira
Rodrigues Haddad; José Antonio Gazabin dos Santos;
Pedro Balikian Júnior; Elisandro
Araújo Miranda; Emerson Rodrigues dos Santos. Universidade Estadual Paulista
– Presidente Prudente. batista_neto@ig.com.br. Atualmente, a alteração
da condição social de vida vem conduzindo, de modo acentuado, modificação nos
pressupostos de rendimento corporal de crianças e jovens.
A redução dos espaços disponíveis nos centros urbanos, para realização de
atividades físicas e jogos, parece colocar as crianças numa espécie de
letargia (BENTO, 1988). As condições de movimento são tão poucas que não se
pode esperar um desenvolvimento motor satisfatório, pois provoca a diminuição
da capacidade funcional do sistema cárdio-respiratório
e circulatório que é uma das prováveis causas do aumento de morbidez, de
deformações na atitude, nos pés e joelhos, de sobrepeso e adiposidade e,
conseqüentemente, de um atraso do desenvolvimento motor e corporal (BENTO,
1988). Diante destas evidências, a FCT-UNESP, através do Departamento de
Educação Física e, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes de
Presidente Prudente, propõe o projeto “Talento Olímpico Solidário”,
acreditando na Educação Física e na prática esportiva, “como direito de cada
um, contribuindo para a construção da cidadania, inserção social e melhoria
da qualidade de vida” (INDESP, 2000). O objetivo central desse projeto é incentivar
crianças e jovens com idade entre 12 a 19 anos à prática do atletismo,
promovendo ações que aperfeiçoarão a capacidade disponível
das instalações, professores, alunos, recursos técnico-didáticos,
bibliográficos e laboratoriais, possibilitando o acesso da população
infanto-juvenil em seu Campus. O projeto conta com um coordenador geral,
supervisores técnicos e científicos, e técnicos especialistas em atletismo,
recebe ainda apoio dos Departamentos de Matemática, Geografia, Química e
Psicologia, do Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação e do Serviço
Técnico de Informática da FCT-UNESP. A clientela beneficiada é formada por
crianças e jovens da comunidade prudentina
matriculados e freqüentando regularmente a escola. O projeto procura através
de atividades esportivas promoverem o desenvolvimento científico e
tecnológico e de recursos humanos na Educação Física e no Esporte estimulando
programas de iniciação e de desenvolvimento de talentos.
PROGRAMA ESPORTE E AÇÃO. Equipe
Esporte e Ação - Pé na Estrada Atividade Educativa. esporte_ação@yahoo.com.br O Esporte e Ação é um projeto que
pretende, através da prática do atletismo, contribuir na formação do cidadão.
A idéia central do projeto é a de que as práticas esportivas pelo atletismo
são possibilidades formadoras de crianças e adolescentes, a partir da
reflexão e da sedimentação dos valores que permeiam as relações e norteiam as
ações humanas. Seu principal objetivo é a busca de uma formação integrada
para o desenvolvimento de cidadãos críticos e atuantes. Todas as crianças e
jovens que procuram o Esporte e Ação têm condições de participar, pois o
atletismo trabalha com os movimentos naturais: saltar, correr e arremessar.
Não se pretende formar atletas, mas sim o desenvolvimento das potencialidades
de cada aluno visando seu aprimoramento como seres humanos. Quanto à formação
de cidadãos, o projeto não tem como objetivo formar o cidadão do futuro, pois
acredita-se que são cidadãos hoje e se contribuirmos
agora na formação de nossos alunos com certeza eles também serão cidadãos no
futuro. Nesse processo de formação,
valores como os direitos e deveres, os limites, a justiça, a solidariedade, a
cooperação, a participação, etc., são desenvolvidos, a partir da construção e
do respeito às regras, tendo sempre em vista o bem comum. Esses valores são
focados durante todo o processo de trabalho e retomados na Oficina Pedagógica
a partir da reflexão dos acontecimentos do dia-a-dia, por meio do diálogo
entre professor e alunos. A Oficina Pedagógica é o espaço das dinâmicas de
diálogo e reflexão dos valores éticos intencionalmente planejados, em que pretende-se que os alunos aprendam: a fazerem perguntas e
darem respostas, a ouvirem e serem ouvidos, a defenderem suas idéias e
compreender posições diferentes das suas e a integrar às suas reflexões,
diversos pontos de vista. PROJETO ATLETISMO EM AÇÃO – O
ATLETISMO PRESENTE EM ALFENAS E REGIÃO. Carlos Alberto Costa Teodoro; Noler Heiden Flausino. Escola
Superior de Educação Física de Muzambinho – Associação Alfenense de Atletismo –
Universidade Federal de Alfenas carlosalcote@yahoo.com.br noler@educacional.com.br. Muito se discute sobre a iniciação
esportiva, vemos grandes carências no esporte em nossa cidade e região. Dessa
forma criamos um projeto para o incentivo da prática do atletismo, pois esta
modalidade engloba todas as habilidades básicas do ser humano, apresenta um
baixo custo e ainda se encontra esquecida nas escolas pelos professores de
Educação Física Escolar, pelos relatos da nossa região. A Alfa (Associação
Alfenense de Atletismo) em parceria com a Unimed Alfenas, acreditaram na
potencialidade dos jovens alfenenses e procuram desenvolver medidas construtivas que possibilitem o crescimento
esportivo em nossa comunidade, como
também o estreitamento dos laços fraternais, fazendo com que crianças e
adolescentes em situação de risco excluídas
sócio-economicamente se tornem cidadãos solidários. Objetivos: o
principal objetivo deste projeto é educar através do atletismo; prevenir
crianças e adolescentes em situação de exclusão sócio-econômica da
marginalidade e difundir a prática do atletismo. Público alvo:
crianças e adolescentes de 07 a 17 anos, das escolas municipais, estaduais e
comunidade, em situação de exclusão sócio-econômica. O projeto transcorre de segunda as
sextas-feiras nos horários de 08:00 as 10:00 e das 15:00 as 17:00. Nas aulas
os participantes praticam os mais variados exercícios visando o
desenvolvimento das habilidades motoras básicas e específicas, sendo
importante ressaltar a presença de atividades lúdicas e o respeito à
maturação biológica. No decorrer das aulas os participantes ainda recebem frutas
como complementação de sua dieta. Segundo (TAKAHAMASHI e FRÓMETÁ, 2003)
apenas 03 em cada mil atletas chegam a uma Olimpíada. O diferencial deste
projeto é que ele não visa apenas formar atletas, mas sim cidadãos, pois caso
os participantes não apresentem potencial genético terão outros subsídios
para encarar o mundo. Os participantes também contam com uma equipe
multidisciplinar composta por médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas
e assistentes sociais. Os participantes que se destacam no projeto passam a
treinar na Equipe de Competição da ALFA vindo a representá-la em competições,
já os demais que não conseguem integrar a equipe continuam a participar do
projeto normalmente praticando exercícios físicos em prol da saúde e aptidão
física. DIA 21 DE OUTUBRO DE 2005 – 13:10 às 14:00 horas SESSÃO DE VÍDEO
O ATLETISMO NOS JOGOS OLÍMPICOS: HISTÓRIA, IMAGENS E EMOÇÃO –
Anfiteatro do Instituto de Biociências. Durante o intervalo do almoço,
estaremos projetando imagens marcantes dos Jogos Olímpicos do México (1968) veiculadas pela Revista Placar por
ocasião dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004). DIA 21 DE OUTUBRO DE 2005 – 13:00 às 14:00 horas SESSÃO DE PÔSTER
1. ATIVIDADES DE LAZER E INICIAÇÃO ESPORTIVA NAS PISTAS DE ATLETISMO NA CIDADE DE FORTALEZA COM ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Carlos Américo Morais Ximenes. Universidade de Fortaleza – Fortaleza, CE. americo@unifor.br O objetivo deste estudo, é
verificar a existência ou não de atividades de lazer e/ou iniciação
esportivas nas pistas de atletismo da cidade de Fortaleza com estudantes da
rede de ensino básico de Fortaleza.
Para tanto se visitou 8 (oito) pistas de atletismo de
administração particular (12,5%), pública estadual (50%), municipal
(12,5%) e federal (25%), onde se
aplicou um questionário com perguntas fechadas e abertas ao responsável pela
administração das mesmas. Os resultados evidenciam que apenas 62,5% são usadas regularmente,
75% estão abertas livremente para utilização ao público, 50% possuem algum
trabalho sendo desenvolvido do qual, destes 75% na área da competição e 100%
na área educacional envolvendo alunos da Educação Básica.. Em relação a existência de um projeto
social em execução 50% respondem afirmativamente. Quanto a fonte de recursos financeiros para a melhoria e/ou
manutenção da pista, houve uma predominância da constante falta de recursos
para este fim. Em relação às características das pistas, 50% não são pistas
com dimensões oficiais para a realização de eventos oficiais, haja visto que o número de pistas com raias acima de 5
(cinco) são 50% e quanto ao tipo de solo analisado 12,5%, são sintético,
predominando o piso de areia ou barro com 87,5%. Na percepção dos
administradores das pistas públicas de atletismo os três aspectos mais
citados que entravam no trabalho, disse o esporte não ter verba, falta de
interesse do órgão publico para um melhor aproveitamento da pista e a pouca
ou ausência de divulgação deste lazer ou esporte. As sugestões dadas foram em
ordem de prioridade: - destinar maior verba ao órgão, contratação de um maior
número de profissionais e realização de atividades nesta pista. A análise dos dados permitem concluir que não existe uma
política de atividade de lazer e/ou iniciação nas pistas públicas de
atletismo de administração estadual e municipal. Já as de
responsabilidade do governo federal e particular por haver uma relação com o
ensino, desenvolve-se ações e projetos como parte de uma política de
atividade física de lazer e iniciação esportiva de atletismo. 2. UMA MANHÃ NA PISTA DE ATLETISMO: A VISITA DA EMEIEF “PROFESSOR
VICTORINO MACHADO”. Sara
Quenzer Matthiesen; Augusto César Lima e Silva; Flórence
Rosana Faganello; Maria Helena Papesso
Gimene; Moysés Eugênio Kfouri Priori; Rosângela Aparecida Vitti
Priori; Valdecir José Sargaço – saraqm@rc.unesp.br;
aucels@yahoo.com.br; florencefaganello@yahoo.com.br. Em função do Projeto da UNESCO “Esporte – Festival de Atletismo” do qual
faz parte a EMEIEF “Professor Victorino Machado” e
dos Projetos da UNESP de Extensão: “Atletismo para crianças e jovens” e do
Núcleo de Ensino “Atletismo se aprende na UNESP: aplicação na realidade
escolar” realizou-se na pista da UNESP, no dia 14 de maio de 2005, das 9 às 10:30 horas, um evento destinado ao conhecimento e
difusão do atletismo. Participaram desta atividade 2 coordenadoras, 5
professores de Educação Física, sendo quatro deles da escola e um colaborador
do Projeto de Extensão da UNESP, 21 alunos do Curso de Graduação em Educação Física,
sendo um deles bolsista do Projeto do Núcleo de Ensino e cerca de 133 crianças matriculados na referida escola de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. A
atividade composta por um circuito envolvendo estações, tais como: salto em
altura, lançamento da pelota, conhecimento do atletismo, corrida de
velocidade e salto em distância, foi realizada pelas crianças com grande
entusiasmo comprovando, mais uma vez, a importância do atletismo para essa
faixa escolar. Vale destacar, que esta atividade foi o estopim para o
desenvolvimento do Projeto do Núcleo de Ensino “Atletismo se aprende na
escola: aplicação na realidade escolar”, desenvolvido com os alunos da 2ª
série do Ensino Fundamental daquela escola, como forma de difusão do
atletismo. 3. PAAVO
NURMI, EMIL ZATOPEK E VANDERLEI CORDEIRO DE LIMA: APROXIMAÇÕES E
DISTANCIAMENTOS NO TREINAMENTO DE ATLETISMO AO LONGO DOS TEMPOS. Yumi Sasa; Sara Quenzer Matthiesen - Grupo de Estudos
Pedagógicos e Pesquisa em Atletismo – Departamento de Educação Física da
UNESP – yumisachs@yahoo.com.br. Recordes são quebrados a todo o
momento, mostrando assim, a realidade de que a cada ano,
surgem atletas guiados por técnicas mais avançadas e específicas –
melhores? – de treinamento recém descobertas e que são aplicadas sobre os atletas
e praticantes de esportes. Neste sentido, esta pesquisa teve como intuito
confrontar os treinamentos de fundistas em
diferentes épocas a fim de evidenciar se os métodos “antigos” de treinamento
ainda são utilizados na atualidade ou se foram descartados totalmente em
função da evolução científica e tecnológica crescente no campo esportivo. Com
base em pesquisa bibliográfica, de caráter histórico, comparamos o método de
treinamento de três atletas de fundo do atletismo mundial,
pertencentes a períodos distintos da evolução do Treinamento Desportivo,
quais sejam: Paavo Nurmi
da Finlândia, que liderou as provas de fundo na década de 20; Emil Zatopek da Tchecoslováquia, atleta que teve sua
supremacia nas décadas de 40 e 50 e Vanderlei Cordeiro de Lima, atual atleta
brasileiro destaque nas provas de fundo do atletismo mundial. Os resultados provenientes da análise do histórico das atividades
desenvolvidas por Nurmi revelou que seu
treinamento estava centrado basicamente em sessões curtas e numerosas de alta
intensidade, dando ênfase ao esforço.
Zatopek, por sua vez, utilizou, durante toda
a sua carreira, quase que integralmente, o método de Treinamento intervalado
rudimentar em suas sessões de treinamento, enquanto Vanderlei Cordeiro de
Lima, possui em seu repertório de atividades, vários métodos de treinamento
esportivo, que se mesclam, formando seu treinamento integral. A análise dos dados coletados nos levam a concluir que o
que ocorreu não foi o abandono dos métodos de treinamento utilizados no
passado por atletas fundistas como Paavo Nurmi e Emil Zatopek , mas sim, transformações que levaram ao
aperfeiçoamento do treinamento de corredores de longa distância, tais como,
Vanderlei Cordeiro de Lima, com base na mistura
destes métodos na dosagem correta. 4. ENSINAR ATLETISMO NA ESCOLA: AS DIMENSÕES DOS CONTEÚDOS - Mariângela Regina Gallina; Luís Fernando Rosário Rocha; Suraya
Cristina Darido – Departamento de Educação Física – UNESP/ Rio Claro. mellylimeira@hotmail.com. Vários fatores são encontrados na
escola dificultando a aprendizagem do atletismo, como a falta de espaço
adequado, materiais, e a formação dos professores. Mas esses fatores não
devem impossibilitar a inclusão dessa prática. Para isso, o professor deve
ter condições de elaborar materiais alternativos e saber adequar o espaço que
a escola possui para esta importante prática da cultura corporal.O presente
estudo teve como objetivo elaborar e implementar um programa de atletismo que
trabalhasse as três dimensões dos conteúdos numa escola pública de Rio Claro
com turmas de 5ª série. Para atingir os objetivos dessa pesquisa foi
realizada uma revisão bibliográfica nas temáticas: dimensões dos conteúdos,
atletismo e Educação Física Escolar. Além disso, foi implementado um programa
de atletismo na escola, constituído de sete aulas práticas e teóricas, com os
seguintes temas: corridas, corridas de revezamento, salto com vara, salto
triplo e arremesso do peso. Este estudo constatou que a implementação desse
programa de atletismo na escola foi possível, mesmo com a falta de espaço,
bastando apenas adequar o espaço que a escola possui, em relação aos
materiais necessários para a realização das aulas, foram utilizados materiais
alternativos que deram ótimos resultados para a aprendizagem dos alunos.
Assim, concluímos que o aprendizado do atletismo na escola é possível e
desperta o interesse dos alunos que até então, não dispunham de acesso a
estes conhecimentos. 5. DE 1999 A 2005: RELEMBRANDO O
FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE ATLETISMO - PROVAS DE PISTA E CAMPO NA UNESP/RIO CLARO. Sara Quenzer Matthiesen; Roberto Bacchi
– UNESP/Rio Claro. saraqm@rc.unesp.br;
rbacchi@rc.unesp.br. Desde 1999, realiza-se na pista de
Atletismo da UINESP/Rio Claro o Festival
Universitário de Atletismo cujo objetivo é despertar o interesse nos
graduandos e pós-graduandos desta instituição à prática do atletismo. No primeiro semestre,
ocorrem as seguintes provas de pista: 100 metro rasos, 3000 metros rasos, 5000
metros rasos, nas categorias masculina e feminina e no segundo semestre,
ocorrem as provas de campo: salto em distância, salto em altura,
lançamento do martelo, lançamento do disco e arremesso do peso, também em
ambas as categorias. Atrelado à disciplina de “Fundamentos do Atletismo” no
primeiro semestre e à disciplina “Estudos Avançados em Atletismo” no segundo
semestre, o Festival hoje em sua 11a edição, conta com a
participação de alunos e estagiários na organização e arbitragem. Dentre
outros, é preciso destacar os apoios concedidos nos últimos anos e que
garantiram o sucesso desta competição universitária: Departamento de Educação
Física; Instituto de Biociências; PROEX e UNIMED. No dia 25 de outubro
estaremos realizando a versão “provas de campo” e esperamos ampliar a
participação dos alunos, que tem sido crescente nos últimos anos, reunindo
representantes dos diferentes cursos do campus. Além disso, o Festival
certamente se constitui em um espaço garantido para a integração e troca
entre aqueles que gostam e desejam conhecer ainda melhor o atletismo. APOIO: PROEX.
6. ATLETISMO: UMA
EXPERIÊNCIA ESCOLAR. Fernando
Paulo Rosa de Freitas. E.E. Prof. Odilon Corrêa. frepa66grunt@ig.com.br
O objetivo deste pôster é mostrar
alguns aspectos da modalidade do Atletismo desenvolvido em aulas, turmas de
treinamento e competições pelos alunos das escolas Antonio Perches Lordello (Limeira),
Roberto Garcia Losz e Odilon Corrêa (Rio Claro), a
partir do ano de 2000, acompanhados por este professor. Tópicos: o inicio:
Motivação baseada na competição; falta de estrutura e materiais: o espaço
físico, adaptações/possibilidades; resultados;
objetivos atuais: inclusão, diversificação. 7. ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS DE ENSINO DO ATLETISMO PARA A TERCEIRA
IDADE. Leonardo Pierrobon
Caritá; Raquel Yamashita de Moura; Lilian de Cássia Ruberti; Manuella Colin Brazão - Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento
– UNESP/Rio Claro leonardocarita@yahoo.com.br. Conquanto existem métodos já bem
definidos e utilizados para o aprendizado do atletismo no ensino fundamental,
o mesmo não ocorre para a população da terceira idade. Nesse sentido,
buscamos verificar se a mesma estratégia pedagógica utilizada para o ensino
do atletismo para crianças pode ser utilizada em idosos. Foram ministradas 4
aulas: 1 aula de marcha e corrida, 1 aula de corrida com obstáculos e salto,
1 aula só de salto e 1 aula de arremesso e lançamentos. A aula de marcha e
corrida foi iniciada com um longo período de alongamento, principalmente, em
membros inferiores. Depois trabalhamos a marcha no aquecimento e ensinamos os
dois tipos de saída onde foi praticada somente a alta no revezamento. Na aula
de corrida com obstáculo e saltos, voltamos a trabalhar o revezamento, agora
com o material, no caso, o bastão e posteriormente a corrida com obstáculos
saltando as cordas que começaram no chão e eram aumentadas gradativamente. Na
aula de saltos foram desenvolvidos o salto em distância com cordas sendo
afastadas aos poucos e o salto triplo com arcos para a marcação das passadas.
Estas aulas foram ministradas no ginásio poliesportivo.
Para a última aula deixamos os lançamentos e o arremesso que foram realizados
na pista de atletismo. Iniciamos a aula com um alongamento visando
especialmente os membros superiores e logo em seguida começamos a prática dos
educativos. Estes foram feitos a partir do movimento básico com materiais
alternativos até o movimento mais complexo com os materiais oficiais. Para
estas aulas, todas as atividades envolveram algum tipo de competição, pois a
população envolvida gosta e se sente bastante estimulada com este tipo de
prática. Das diversas
atividades ministradas, foram necessárias adaptações apenas nos
exercícios do salto triplo pela
freqüente queixa de dores no joelho pelos idosos. Assim, podemos concluir que a estratégia,
geralmente utilizada em crianças, mostrou-se eficaz e possível de ser
utilizada para o ensino do atletismo em idosos. 8. JOGOS ESCOLARES BRASILERIOS
X JOGOS DA JUVENTUDE. Fernando Franco Ferreira. Centro de Estudos de Atletismo. atletismofranco@hotmail.com. É perfeitamente compreensível e
cientificamente notório afirmar que fatores intervenientes como a alimentação
e a desnutrição alteram, negativamente, resultados da prática competitiva
numa atividade desportiva.Levando-se em consideração o tempo de 25 anos de
análise e apreciações, tais fatores têm peso relativo não
tão consideráveis, se buscarmos sustentação na afirmativa dos órgãos
oficiais de pesquisa de que o brasileiro está mais bem alimentado e a sua
estatura média aumentada. Estamos falando de um estudo comparativo entre os
famosos JOGOS ESCOLARES BRASILEIROS - JEBs e os
atuais JOGOS DA JUVENTUDE. No ano de 1991, o livro “Jogos e Campeonatos
Escolares Brasileiros – Dados Estatísticos e Informativos -1980 a 1990, de
minha autoria, transformou-se num instrumento, absolutamente, fundamental
para um estudo comparativo de resultados nas competições de atletismo
escolar, observados os índices dos antigos JEBs
(1980 a 1989) e os atuais JOJUV(1995 a 2004). É
absoluta e indiscutivelmente notório afirmar que, apesar da evolução
tecnológica, do aperfeiçoamento de recursos humanos, da melhoria da qualidade
de vida, entre outros, os JEBs revelavam número
mais expressivos de talentos. A título de amostragem, podemos verificar que
na categoria masculina, em 10 provas observadas e possíveis de comparação em
apenas duas delas os Jogos da Juventude foram superiores, o que não significa
dizer que tenham sido mais expressivos. No salto triplo (1980 a 1989) a média
dos atletas classificados em primeiro lugar foi de 14,47 metros contra 14,64
metros do período de 1995 a 2004, no lançamento do dardo no período(1988 a 1989) 48,37 metros, contra 50,24 metros do período
de 1995 a 2004. Já na categoria feminina, os resultados se nos mostraram
estáveis. Nos dois períodos, dois resultados semelhantes e cinco vitórias
para os JEBs e quatro resultados melhores para os
JOJUV. Assim, se nos fosse permitido buscar relação de causa e efeito,
poderíamos afirmar como causa, a precariedade das aulas de Educação Física,
nos estabelecimentos de ensino médio e fundamental da rede publica e
particular, no tocante específico à atividade de atletismo. O resíduo hoje
observado é fruto da prática da modalidade em questão nas raras e carentes
instituições afins e, do profissionalismo e abnegação de poucos professores
de Educação Física. Entusiasta do assunto há aproximadamente 15 anos, não
vislumbro resultados promissores, considerada a geração atlética atual, o que
nos limitará aplausos nas fases finais das diversas competições
internacionais, tais como Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. O atletismo
é a modalidade básica. Há que se refletir sobre a Política atual. Um abraço para todos os participantes e
até a próxima edição do evento! Comissão
Organizadora. |