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Portanto, a remoção de uma espécie de planta pode ter sérias consequências na comunidade de frugívoros (as chamadas espécies-chaves), assim como a remoção de animais extremamente importantes de uma comunidade pode ter sérios efeitos no recrutamento das plântulas. Por exemplo, nossos estudos mostraram que o tucano (Ramphastos toco) é o dispersor mais importante do Manduvi (Sterculia apetala) no Pantanal. Os manduvis são responsáveis por cerca de 95% dos ninhos para a Arara-azul (Anordohyncus hiacinthinus). Assim, a remoção do tucano desse ecossistema pode afetar seriamente as populações de Araras azuis.
Com as drásticas alterações climáticas no mundo, o estudo da fenologia, por sua vez, pode prever como as interações de polinizadores e flores e dispersores e frutos podem ser alteradas ao longo do tempo.
Somente compreendendo como funciona a complexa rede de interações animal-planta podemos traçar estratégias de manejo em áreas alteradas e em recuperação para acelerarmos o processo de sustentabilidade do ambiente. Essa face aplicada é uma das áreas que mais cresce dentro do nosso Laboratório atualmente.
Empregando técnicas de ecologia de populações (censo de aves, mamíferos e plantas), distribuição geográfica (SIG e GARP), genética e estudos de comportamento, a área de fenologia e dispersão de sementes é um vasto campo na área de Biologia da Conservação.
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