A meta principal do GRUPO DE FENOLOGIA E DISPERSÃO DE SEMENTES,  é entender como os processos bióticos mutualístas (incluindo dispersão de sementes) e antagonístas (herbivoria e predação de sementes) são responsáveis pela manutenção da biodiversidade no Planeta.


 
 

            O Nosso maior foco é estudar comunidades ricas em interações, como a Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal, assim como áreas em processos de restauração.

            A extinção das espécies tem sido amplamente discutida e estudada por cientistas mundialmente, porém outra grande ameaça à conservação é a perda de interações ecológicas mutualisticas (polinização e dispersão de sementes) e antagonisticas (predação de sementes e herbivoria).

             Os trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Biologia da Conservação contam com a colaboração de cientistas líderes mundiais procurando entender como a complexidade de interações controla e mantem a biodiversidade e a estabilidade ecológica.

            Nas florestas tropicais cerca de 50 a 90% das espécies de plantas possuem suas sementes dispersas por animais. Em contrapartida, cerca de 80% da biomassa de vertebrados (aves e mamíferos) em florestas tropicais é composta por frugívoros ou herbívoros.  Entender como evoluiu e é mantida essa relação animal-fruto é extremamente crucial para a conservação das espécies no Planeta.

 

                

 

            Portanto, a remoção de uma espécie de planta pode ter sérias consequências na comunidade de frugívoros (as chamadas espécies-chaves), assim como a remoção de animais extremamente importantes de uma comunidade pode ter sérios efeitos no recrutamento das plântulas.  Por exemplo, nossos estudos mostraram que o tucano (Ramphastos toco) é o dispersor mais importante do Manduvi (Sterculia apetala) no Pantanal.  Os manduvis são responsáveis por cerca de 95% dos ninhos para a Arara-azul (Anordohyncus hiacinthinus). Assim, a remoção do tucano desse ecossistema pode afetar seriamente as populações de Araras azuis.

            Com as drásticas alterações climáticas no mundo, o estudo da fenologia, por sua vez, pode prever como as interações de polinizadores e flores e dispersores e frutos podem ser alteradas ao longo do tempo.

            Somente compreendendo como funciona a complexa rede de interações animal-planta podemos traçar estratégias de manejo em áreas alteradas e em recuperação para acelerarmos o processo de sustentabilidade do ambiente.  Essa face aplicada é uma das áreas que mais cresce dentro do nosso Laboratório atualmente.

            Empregando técnicas de ecologia de populações (censo de aves, mamíferos e plantas), distribuição geográfica (SIG e GARP), genética e estudos de comportamento, a área de fenologia e dispersão de sementes é um vasto campo na área de Biologia da Conservação.


 
 

Objetivos


• Desenvolver pesquisas básicas e aplicadas incorporando as últimas tecnologias para documentar e entender como as interações bióticas geram biodiversidade e mantêm ecossistemas ricos em espécies.

• Diagnosticar as populações de mutualísticas (dispersores de sementes) e antagonístas (herbívoros, predadores de sementes) chaves e avaliar se essas populações possuem viabilidade populacional a longo prazo.

• Diagnosticar as pressões antrópicas que refletem na ocorrência e abundância desses mutualistas e antagonísticas chaves.

• Aplicar os resultados teórico-científicos no manejo da fauna e flora em áreas degradadas e não degradadas, dando subsídios científicos para os tomadores de decisão e governo. 

• Buscar maneiras eficazes de conservação biológica sustentável, especialmente de produtos não madeireiros florestais.

• Treinar e capacitar alunos das áreas ambientais a conduzirem pesquisas de alto nível na área de Biologia da Conservação.